Além de editores, também cultuamos a arte em suas várias facetas. Nessa seção, trazemos algumas resenhas de obras que a equipe Supernova apreciou.

A Flor do Recomeço (2026)
Artista: Salvador Sobral
O único campeão português do festival Eurovision lança um disco que, sem dúvidas, é uma sequência da sua devoção à MPB. Em A Flor do Recomeço, ele conta com as participações de diversos cantautores brasileiros, incluindo Ney Matogrosso, Adriana Calcanhoto e Arnaldo Antunes.
Sobral prova, mais uma vez, que artista com A maísuculo não se submete a pasteurização presente na música européia e se dispõe a experimentar do que chama de “o berço da música mundial”.
Por: Camila Leite

Transe (2022)
Diretoras: Anne Pinheiro Guimarães e Carolina Jabor
O (conhecido) Transe é um filme bizarro, e não somente pela presença do Caetano Veloso nos créditos.
Para o roteiro, este filme é uma sátira; mas para a edição e montagem, certamente não. Um roteiro muito fraco que abraça um momento tão delicado, tão recente, da história nacional e o coloca como mero plano de fundo para explorar personagens vazios em cenas entediantes (tanto pelo diálogo como pelas imagens).
Achei o filme horas sem profundidade e horas (honestamente) insensível. Não teve uma reflexão genuína nem dos fatores que levaram a eleição do Bolsonaro, nem da esquerda de 2018 — a autocrítica (ou crítica) foi vazia (e clichê).
Não teve cinema. O café tava frio. E a democracia, em vertigem induzida.
Por: Triz Persoli