Maio foi um mês marcado pela continuidade da greve, aprovada pela comunidade ifuspiana. Diferente do planejamento inicial de um mês mais voltado à manutenção das atividades regulares, o cenário exigiu que, direcionasse parte importante dos recursos para garantir as condições materiais necessárias para a permanência e organização dos estudantes.
Com a intensificação das atividades, surgiram diversas demandas relacionadas à estrutura da mobilização. Foram realizados gastos com alimentação, transporte, materiais para atos e manutenção do espaço, sempre buscando garantir que as atividades pudessem ocorrer.
Foi utilizado recursos do caixa da entidade para contribuir com a confecção de materiais para o ato do dia 20, incluindo cartazes de kraft e pirulitos, que foram produzidos, não apenas para o IF, mas também para todo o BM.
Além disso, foram realizadas compras voltadas à segurança e ao cuidado coletivo, como kits de primeiros socorros, água e outros materiais necessários para os atos. Também contribuímos com a organização de cafés da manhã para estudantes durante a ocupação da reitoria, garantindo apoio para aqueles que estavam participando das atividades fora do instituto.
A permanência no piquete durante a greve, é algo fundamental para que ela se mantenha forte. Com isso foram organizados cafés da manhã diários e uma noite de pizza, não apenas como uma questão de alimentação, mas também como um momento de socialização e fortalecimento coletivo entre estudantes que estavam dedicando seu tempo e energia à mobilização.
Outro ponto importante foi o apoio aos eventos e atividades da comunidade. Tivemos gastos com atividades como: a refundação do coletivo feminista. Também mantivemos os custos recorrentes do espaço Amélia Império, incluindo limpeza, produtos de manutenção e demais despesas necessárias para garantir o funcionamento cotidiano do espaço. Já que em meados da greve, o Amélia foi fundamental para que os monitores pudessem continuar o seu trabalho.
Também tivemos o pagamento relacionado à defesa jurídica dos espaços estudantis, em continuidade à disputa pela garantia da permanência desses locais dentro da universidade.
Apesar do aumento das despesas provocado pela conjuntura da greve, o resultado financeiro do mês precisa ser analisado com cuidado. O fechamento aponta inicialmente um déficit de R$ 2.860,44. No entanto, esse valor não representa exatamente uma perda real de caixa da entidade. Dentro das movimentações do mês, houve a retirada de R$ 3.930,00 referente à doação para o almoço com os professores, valor que foi separado e entregue em espécie ao professor responsável para permanecer reservado e ser utilizado na realização do almoço no próximo ano.
Portanto, considerando essa movimentação específica, o impacto real no caixa é diferente do valor apresentado inicialmente pelo fechamento mensal. A entidade segue com um caixa saudável, um superávit de R$ 1069,56, permitindo continuar apoiando as atividades estudantis, os coletivos e a mobilização da comunidade ifuspiana.
Nosso contador tem acesso a essas informações e, a partir delas, elabora as tabelas disponíveis no site www.cefisma.com.br/transparencia. Se você tiver qualquer dúvida sobre esse processo, pode conversar com os tesoureiros do CEFISMA Popular.
Sobre a autor:
Gabriel Oliveira é mestrando em HEP, Tesoureiro e militante da UJC e do PCBR.


