Repasses dos Representantes Discentes – Fevereiro e Março de 2026


Repasse da Reunião Ordinária da Comissão Coordenadora do Curso do Bacharelado de 04/02/2026

A reunião de Fevereiro da COC-B se focou em dois pontos principais. Inicialmente, tratou-se do ajuste de créditos de optativas para ingressantes a partir de 2027, que será de 40 créditos-aula. Antes, por um erro, estávamos com 60 horas excedentes no curso de Bacharelado (equivalente a uma disciplina de 4 créditos), de modo que foi aprovado por unanimidade que fosse feita a redução de 44 para 40 créditos de disciplinas optativas.

Em seguida, tratou-se da avaliação de disciplinas de 2025/2. Em geral, as avaliações foram positivas, sem grandes comentários de cunho ofensivo, já que os docentes recebem as avaliações no semestre seguinte. Tratou-se de alguns casos mais críticos, como o Prof. Airton Deppman, responsável por ministrar Mecânica I no noturno, que possuía muitos erros em suas notas de aula, faltou algumas vezes; o prof. Carlos Fiore, cujos apontamentos nas avaliações da disciplina de Mecânica Estatística foram muito duros.

Por fim, comentou-se sobre a presença da COC-B e da representação discente em um dos eventos da Semana de Recepção (apresentação para o Curso de Bacharelado).

Sobre o autor:
Ryan Issa Sabha de Oliveira esta no seu segundo mandato como RD da COC-B.


Repasse da Reunião Ordinária do Conselho Técnico Administrativo de 12/02/2026

A primeira reunião do CTA de 2026 veio confirmando uma postura há muito tempo avaliada: A USP atravessa um momento de profundas contradições, onde o avanço em pautas de inclusão caminha lado a lado com um processo de erosão institucional e dependência tecnológica promovida pela politica de austeridade. O IFUSP, apesar de extremamente respeitado (o que é questionável), também acaba sofrendo com isso.

A política de austeridade fiscal, mantida pela Reitoria nos últimos anos, tem gerado um impacto direto e deletério sobre o corpo docente. Ao congelar contratações e forçar o recurso a modelos de contratação precários ou temporários, a universidade promove uma descentralização perigosa do ensino de Física. O que se observa é o IFUSP perdendo sua centralidade histórica, enquanto unidades como a Escola Politécnica, beneficiadas por um apoio orçamentário mais robusto da administração central, passam a contratar seus próprios quadros para suprir demandas básicas de ensino. Essa fragmentação não apenas enfraquece a unidade pedagógica da disciplina, mas também retira do IFUSP a capacidade de gerir a excelência acadêmica que fundamenta a formação científica de base na instituição.

A crise que hoje tensiona o Instituto de Física é a mimetização de um processo de austeridade que se alastra por toda a USP. No entanto, a Física, pela sua natureza crítica e base científica, possui o potencial de atuar como vanguarda na imposição de um novo paradigma institucional. A política fiscal da Reitoria, que congela contratações e precariza o trabalho docente, tem fragmentado o ensino de base. É urgente romper com essa lógica de “puxadinhos” e exigir a abertura imediata de editais para docentes em regime de dedicação integral, garantindo que a formação científica não seja retalhada por conveniências administrativas.Sem novos concursos que tragam fôlego à pesquisa e ao ensino, a universidade condena seus departamentos à estagnação, sobrecarregando os docentes atuais e precarizando a formação dos estudantes, que dependem de um corpo acadêmico estável e focado na produção de conhecimento de ponta, e não apenas na cobertura emergencial de lacunas na grade horária!

No entanto, em meio ao desmonte estrutural, surgem sinais de oxigenação institucional através das Comissões de Inclusão e Pertencimento (CIP). Há um esforço em elaborar documentos e/ou protocolos voltados à neurodivergência é um passo tardio, porém fundamental, para o amadurecimento da comunidade. Ao enfrentar o histórico de reacionarismo que por vezes permeou o campo das exatas, o debate sobre neurodivergência sinaliza que a sociedade e a academia devem se tornar espaços mais abertos e acessíveis. Inclusive, por ser do CEFISMA, buscamos estabelecer esses diálogos e o comtato para que o instituto possa realizar essa obrigação social tão essencial. Essa mudança de percepção é vital para afastar uma visão elitista de ciência e consolidar um ambiente onde a diversidade cognitiva seja compreendida como parte da riqueza intelectual da universidade, e não como um entrave à produtividade, especialmente numa área como a nossa, onde essas peculiaridades e até mesmo as idiossincrasias repentinamente despontam como “genialidade” de físicos historicamente. Estudar física é muito bom. Faço votos que todos assim o façam, de maneira inclusiva e com recursos para tal.

De maneira mais extra oficial comentamos sobre o risco das IAs para o ensino de física, mas não somente pois é um ponto que toda a sociedade deve estar atenta. A essa complexidade soma-se este desafio e a questão da soberania nacional de dados. Existe uma contradição flagrante no fato de a USP criticar o uso pedagógico (por parte dos alunos) de ferramentas de IA enquanto mantém contratos de infraestrutura com grandes corporações privadas, como o Google, detentora do Gemini. Ao entregar o armazenamento de dados, a universidade expõe a ciência brasileira a riscos de segurança e à perda irreparável de memória técnica — como já evidenciado em episódios anteriores de extravio de arquivos em nuvens privadas.

O avanço do Gemini e de outras tecnologias de domínio estrangeiro revela a urgência de um projeto de soberania digital: um aquecimento industrial e tecnológico brasileiro que permita o desenvolvimento de ferramentas próprias, que inclusive abarquem a preocupação,com o ensino, embora também pareça que essa é uma preocupação para garantir o status da USP como sendo uma universidadede de elite (o que consequentemente, pensada pras elites). Sem uma infraestrutura nacional eficiente para o ensino e a pesquisa, a universidade pública brasileira permanecerá vulnerável, alimentando com seus dados sistemas proprietários enquanto sua própria base docente e tecnológica é submetida ao sucateamento.

Sobre o autor:
Nadson Vital é RD do CTA e membro do CEFISMA.


Repasse da Reunião Ordinária da Comissão de Graduação de 14/02/2026

A primeira reunião de 2026 da CG teve como ponto principal a Semana de Recepção de 2026. Uma série de elogios foram feitos à organização, destacando a qualidade das atividades estudantis e do kit bixo que viria a ser distribuído. Tudo isso se encaminhou para um debate acerca do oferecimento do horas de Atividades Acadêmicas Complementares (AACs) para todos os envolvidos. Seguindo o limite tabelado pelo regimento do IFUSP, até 10h podem ser distribuídas para a organização de um único evento. A sensação que fica é a de que desejam que estas horas continuem pelos próximos anos e sejam como “recompensa” aos alunos veteranos que não recebem dispensa das aulas.

Outro tema que dá as caras na reunião é o resultado da Avaliação de Disciplinas de 2025.02. O feedback de algumas disciplinas alarmou alguns professores da COC, o que nos fez se debruçar sobre o assunto por bastante tempo e ponderar as melhores soluções. Com isso em mente, retorna a sugestão de criação de uma Comissão Avaliativa, cujo papel seria monitorar as disciplinas para evitar problemas e resultados alarmantes que só são expostos ao final do curso através de uma avaliação contínua. Ainda nesta lógica, sugeriu-se a criação de um (pseudo) cargo de “representante de turma” que se encarregue de levar estas pendências à sua COC responsável. Por isso, estuda-se a possibilidade de concessão de créditos em atividades complementares aos discentes que assumirem tais postos.

A última pauta levantada foi a problemática envolvida no nome social dos ingressantes. Caso não seja de conhecimento geral, o processo de vestibular realizado pela FUVEST é capaz de receber o nome social dos interessados e isso se mantém durante todo o processo seletivo, todavia, aos aprovados, no momento de pré-matrícula essa informação não está mais disponível, fazendo com que a única maneira de retificação nos documentos da USP seja após o período de matrícula ao procurar a sua seção de alunos. Esta burocracia que poderia ser incrivelmente trivial (com conexão entre os sistemas JupiterWeb e FUVEST) se torna um problema para alunos que vão sofrer com seu nome morto nas primeiras listas e documentos. Por ser algo fora da alçada da seção de alunos, a sugestão foi levar isso à CoG (Conselho de Graduação) reivindicando uma solução à nível USP, não nos restando nada além de esperar um retorno por parte da presidência.

Sobre a autora:
Júlia Beatriz é RD da CG e da Congregação.


Repasse da Reunião Ordinária da Congregação de 26/02/2026
Um dos pontos principais foi a reorganização de cargos e representações internas. Foram homologadas indicações de professores para comissões importantes, como a Comissão de Graduação e a de Pós-Graduação, além da recondução de docentes já atuantes nesses espaços. Também foi aprovada a continuidade da colaboração do professor aposentado Hideaki Miyake com o Instituto, o que reforça a importância da experiência acumulada dentro do IFUSP.

A reunião também tratou de concursos docentes. Foi confirmada a aprovação do professor Alexandre Suaide como Professor Titular, além da abertura de dois novos concursos no Departamento de Física dos Materiais e Mecânica, nas áreas de Física da Matéria Condensada Teórica e Experimental. Esses concursos trazem algumas mudanças relevantes, como a cobrança de taxa de inscrição e a introdução de uma etapa inicial eliminatória para avaliar a aderência dos candidatos à área do edital — o que gerou bastante debate entre os docentes.

Outro tema importante foi a discussão sobre a carreira docente e os critérios de progressão. Houve mudanças no perfil docente do projeto acadêmico do IFUSP, incluindo a possibilidade de tornar obrigatória a orientação de doutorado para alcançar o título de Livre-Docente. Também foi debatido o peso de atividades de gestão e a inclusão de formação pedagógica como critério de progressão — essa última proposta acabou sendo rejeitada.

As regras para concursos de Livre-Docência também foram atualizadas, incluindo a possibilidade de novas provas, como a apresentação de projetos futuros, enquanto outras mudanças (como prova escrita ou alterações na prova didática) foram rejeitadas.

Além disso, foi feita uma homenagem importante: a concessão de um diploma simbólico ao estudante Gabriel Cavalcante Gomes, falecido em 2025.

Na parte de cultura e extensão, foi aprovada a mudança de nome do projeto “Show da Física”, que passará a homenagear o professor Fuad Daher Saad, e também a criação de um novo prêmio de excelência na área. Essas decisões também geraram discussões sobre a forma de homenagear docentes e a já existente presença desses nomes em outros espaços do Instituto.

Por fim, houve comunicações gerais, incluindo a recuperação da nota máxima (7) do Programa de Pós-Graduação em Física na avaliação da CAPES — um resultado bastante relevante para o prestígio acadêmico do IFUSP — e discussões iniciais sobre a carga didática para o próximo semestre.

Sobre o autor:
Francisco Mariano é RD da Congregação e bacharelando em física médica.


Repasse da Reunião Ordinária do Comissão Coordenadora do Curso do Bacharelado de 27/02/2026

A reunião de Março da COC-B (que ocorreu no final do mês de fevereiro) tratou das prioridades didáticas para o segundo semestre de 2026. Foram comentados os casos de afastamentos, como o Prof. Gustavo Burdman e a Prof. Ivone Albuquerque, que possuíam prioridade nas disciplinas de Mecânica Quântica I e Eletromagnetismo I.

Além disso, foram definidas as disciplinas que seguirão para a carga didática de optativas (que não necessariamente serão todas ministradas no próximo semestre), sendo elas:

  • 4300206 – Tópicos Atuais em Física (D/N)
  • 4300220 – Processos Criativos em Ciências (D/N)
  • 4300228 – Tratamento estatístico de dados em Física Experimental (D)
  • 4300320 – Introdução ao Caos (D)
  • 4300323 – Ciência e Tecnologia do Vácuo (D)
  • 4300331 – Métodos Computacionais em Física (D)
  • 4300454 – Tópicos de História da Física Moderna (D/N)
  • 4300464 – Trabalho de Conclusão de Curso (D/N)
  • 4302504 – Técnicas de Caracterização de Materiais (N)
  • 4302304 – Eletromagnetismo II (N)
  • 4302306 – Mecânica II (D)
  • 4302307 – Física Matemática II (N)
  • 4302308 – Termodinâmica (N)
  • 4302314 – Física Experimental VI (N)
  • 4302322 – Física Matemática III (N)
  • 4302404 – Mecânica Quântica II (N)

Por fim, definiu-se as datas das próximas reuniões, que acontecerão uma semana antes da reunião da Comissão de Graduação.

Sobre o autor:
Ryan Issa Sabha de Oliveira é RD da COC-B desde 2025.


Repasse da Reunião Ordinária do Conselho Técnico Administrativo de 12/03/2026

Nesta reunião do CTA tiveram três principais assuntos: o projeto acadêmico, o pedido de redução de horas de uma funcionária e a apresentação do projeto do Prédio IF e IAG.

Do projeto acadêmico, o que está acontecendo é que o projeto acadêmico do IFUSP já foi enviado (e está disponível em https://portal.if.usp.br/diretoria/pt-br/diretrizes), mas recebemos a possibilidade de fazer alterações. Assim, foi avisado que a unidade tem até dia 1 de junho para aprovar essas alterações na congregação e no CTA. Então, temos até 4 de maio para que todos revisem seus textos a fim de ter tempo hábil para fazer possíveis (e prováveis) alterações.

Agora, sobre o pedido de redução de horas de uma funcionária, foi levado para votação no CTA pois, após ela pedir a redução da carga horária de 40h para 30h (com desconto proporcional de salário), o parecer da diretoria foi contrário (alegando interesse público por o setor da funcionária ser muito importante), mesmo com o setor dela indicando serem favoráveis; levando então para o CTA tomar a decisão.

O argumento principal dos desfavoráveis à redução foi justamente a importância da funcionária para o bom funcionamento do IFUSP e que não poderíamos ter uma redução de carga; além de um receio de gerar um precedente que levasse a vários outros pedidos de redução de carga de vários outros funcionários. Ainda neste argumento, vem a questão que, caso um funcionário reduza sua carga, não será aberto um outro concurso público para contratar outra pessoa. Por outro lado, os favoráveis argumentaram em cima da saúde e bem estar da funcionária, que apresentava sinais de burnout e não conseguia marcar uma consulta com um médico para conseguir um laudo, mesmo tentando a meses pelo sistema público de saúde. Além disso, argumentaram que a redução de carga não é igual a ela não estar mais presente, e com a redução poderia trabalhar com maior qualidade. Por fim, acabou que tiveram somente dois votos favoráveis ao pedido de redução e, então, o pedido foi negado pelo CTA.

Finalmente, sobre o novo prédio, aviso que o repasse está escrito no texto deste Boletim Supernova (edição 12) – A Biblioteca do IFUSP (e do IAG).

Sobre o autor:
Triz Persoli é RD do CTA e é bacharelando em física.

👀 Não perca as Novidades do IFUSP!

Não fazemos spam! Vamos te enviar APENAS um email por semana com as atualizações de repasses e/ou postagens da semana.

Abrir bate-papo
1
Escanear o código
Olá 👋
Vem falar com o Cefisma!