O Paradoxo de Fermi é a grande tensão entre a alta probabilidade estatística de vida inteligente em outras partes do universo (dado o número imenso de estrelas e planetas) algo entre \( 10^{22} \) e \( 10^{24} \) estrelas (uma escala de centenas de sextilhões a alguns septilhões), e a ausência completa de evidências observáveis dessa vida mesmo em meio ao quase infinito número de possibilidades, nasce então a dúvida.
Se o universo é antigo o suficiente, tendo aproximadamente 15 bilhões de anos, tempo que seria conveniente do ponto de vista da evolução para que civilizações tenham se desenvolvido, segundo os mecanismos de possibilidades que geram as condições pra para que haja vida, seja da forma ou não como à conhecemos, e devido ao quase infinito número de possibilidades que nasce das quantidades abissais já citadas de sistemas planetários por todo o universo, por que então não vemos sinais, sondas ou contato?
O nome de tal pensamento vem de Enrico Fermi, um físico que teria formulado a pergunta “onde estão todos?” informalmente em 1950.
Sendo o princípio de uma paradoxo que nasce a partir de diversas hipóteses sobre a raridade da vida complexa, que passam inclusive por uma série de filtros que supostamente impedem civilizações de sobreviverem o suficiente para se expandir.
O que devido às nossas condições atuais parece plausível, pois em meio a uma era de revolução científica e cultural, finalmente dominamos a energia atômica, o que junto à globalização e escassez de recursos, vinculados aos anseios humanos por domínio e poder, nos tornam capazes de nos destruirmos por completo. Além do mais, estamos cada vez mais viciados em uma verdadeira sociedade de consumo, que absorve recursos numa velocidade que impede a renovação de sistemas naturais para que as futuras gerações, façam parte do ciclo de renovação do desenvolvimento sustentável. Seriam portanto esses os grandes desafios, que irão nos ancorar, entre aquelas civilizações segundo Fermi, que passam ou não pelo grande filtro?
Sobre o autor:
Douglas J. Vieira é aluno ingressante do IFUSP.